segunda-feira, janeiro 03, 2011

PENSATA ANIMAL - Fanny Bernard: uma voz antivivisseccionista no século XIX


Laerte Fernando Levai
Nascida em 1819, em Paris, Marie-Françoise Martin - chamada afetuosamente de Fanny - era filha do médico Henri Martin e de Anna-Antonette Hezette. Ao se casar com o fisiologista Claude Bernard, em 1845 (o mesmo ano da fundação da primeira sociedade protetora de animais da França, a SPA), ela incorporou o sobrenome do marido, substituindo Martin por Bernard. Dessa união - que teria sido de conveniência,  segundo o romancista português Fernando Namora - nasceram quatro filhos: Jeanne-Henriette, Marie-Louise, Louis-Henri e Claude-Henri, tendo os  meninos morrido ainda pequenos. Sabe-se que Fanny gostava de animais, sobretudo cães, postura esta que lhe indispôs contra o esposo, cujos procedimentos vivisseccionistas difundiam-se pela Europa, tornando-se referenciais no meio científico. Naquele tempo, aliás, o animal mais utilizado nas práticas invasivas era o cão, proveniente dos canis públicos ou dos depósitos de animais errantes capturados nas ruas de Paris.

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